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Em Belém Deus estabelece o fundamento do casamento

Sermão Catequético – Dia do Senhor 41

Benne Holwerda | VDM
03/11/2025

Texto: Domingo 41.

Leitura: 1 Coríntios 6.12-20.

Hino 10.3; Hino 15; Salmo 51.3, 5, 8, 10; Salmo 84.2.


Amados no Senhor Jesus Cristo,

O Senhor nosso Deus vem a nós esta tarde com o sétimo mandamento; com sua lei, portanto, que rege o casamento, o nascimento, a sexualidade e tudo o que com isso se relaciona. E esta exigência nos é feita em 27 de dezembro, alguns dias após a festa do Natal. Ele nos disse: “o Verbo se fez carne”, e mal tínhamos ouvido isso, quando Deus continua: “não adulterarás”.

Eu bem sei: é bastante acidental que o Domingo 41 seja o tema deste domingo. Poderia muito bem ter acontecido em outro domingo do ano.

Contudo, é bom que comecemos esta tarde dizendo uns aos outros: “não adulterarás”, precisamente porque acabamos de celebrar o Natal. Porque há uma profunda e imediata conexão entre o fato de Belém e o sétimo mandamento.

Pois Paulo nos exorta a casar “no Senhor”; isto é, em comunhão com Jesus Cristo, nascido em Belém da virgem Maria. Ele diz, precisamente em conexão com as questões do sétimo mandamento: “o corpo é para o Senhor, e o Senhor para o corpo”; ele estabelece, assim, uma conexão imediata entre a obra de Deus em Belém e nosso corpo, e a função que ele desempenha no casamento. E porque essa conexão existe — a conexão entre Belém e cada casamento civil realizado hoje1 — é por isso que os jovens podem, depois de algum tempo, estar diante do púlpito e confessar que a criança, nascida em seu casamento, é santificada em Cristo.

Portanto, é de fato acidental que tenhamos de falar sobre essas coisas logo após o Natal, mas não é acidental que quem queira pensar e falar sobre essas coisas deva estar convencido em seu coração da realidade do Natal. Ninguém pode cumprir este mandamento, a menos que primeiro tenha crido com o coração e confessado com a boca: “creio em Jesus Cristo, concebido do Espírito Santo e nascido da virgem Maria”.

Naturalmente, não nego que este mandamento já foi dado antes de Belém. É uma palavra do monte Sinai. Mas não devemos concluir, por isso, que agora temos de lidar com o Deus do Sinai e não com o Deus de Belém. Pois é de fato o Deus do Sinai que hoje, 27 de dezembro de 1942, vem a nós em Amersfoort. Mas o caminho do Sinai até nós aqui passa por Belém.

Se eu não soubesse disso, não poderia pregar, pois então esta noite seria um ministério da lei, um ministério de morte e condenação. Mas agora que o Deus do Sinai traçou seu caminho até nós passando por Belém, também contemplaremos esta tarde, no casamento, a glória de Belém, do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade. Pois por trás deste mandamento está agora a realidade de Lucas 2 e João 1: “o Verbo se fez carne e habitou entre nós”. No contexto do meu sermão de Natal, tratamos do sétimo mandamento.

O sétimo mandamento como regra de gratidão após Belém. Pois em Belém Deus estabelece o fundamento:

  1. Da possibilidade do casamento.
  2. Da glória do casamento.
  3. Da gratidão do casamento.

1. A Possibilidade do Casamento

Em primeiro lugar, portanto: a possibilidade do casamento por causa de Belém. Devo admitir: isso soa um tanto tolo. Pois já antes de Belém jovens se casavam e eram dados em casamento. E viu-se o brilho e a beleza do casamento. Até mesmo o melancólico Pregador [no livro de Eclesiastes] pôde ainda dizer que Deus fez tudo formoso a seu tempo; e, ao dizer isso, ele pensava também no “tempo de abraçar”.

E não queremos esquecer esta tarde que o casamento também era desfrutado antes da vinda de Cristo. Pois em Israel o sétimo mandamento também está sob uma luz evangélica: ele vem, de fato, do Senhor, seu Deus, que os tirou da terra do Egito. Israel vive também com todas as coisas do casamento na aliança do Senhor, e o sétimo mandamento também leva a inscrição evangélica da libertação do Egito. E por isso o Pregador pode dizer: “goza a vida com a mulher que amas”.2 O casamento na aliança não foi, portanto, possível, e não podia ser desfrutado?

Tudo isso é verdade, amados; e, no entanto, somente Belém torna o casamento possível no sentido pleno da palavra. Pois Israel não conseguiu lidar com o casamento; tinha sim a lei do sétimo mandamento, e sabia-se também chamado à gratidão por causa do êxodo do Egito; mas ainda não conhecia a glória de Cristo, cheio de graça e de verdade.

Israel conhece o sétimo mandamento como a lei do Sinai, como mandamento dado sob trovões e terremotos, com tempestade e fogo, mas não conhece a manjedoura de Belém. E por isso precisamente os melhores filhos de Israel fracassaram no casamento. Eles aceitavam sim toda a amplitude da vida, e não pensavam em renúncia ao mundo; mas quando entraram assim no casamento para gozar a vida com a mulher que amavam, quando reconheceram que o tempo de abraçar havia chegado como um belo dom de seu Deus, e quando tentaram levar o mandamento a sério, então essa beleza do abraço se quebrou contra a lei da aliança.

Não viviam eles na aliança sob a promessa? Sim, mas eles descobriram que viviam na aliança sob a lei, e não sob a graça; provaram com grande dor o amargor da lei, do ministério da morte e da condenação. E por isso toda a vida matrimonial de Israel deságua no doloroso anseio do advento: “Oh! se fendesses os céus, e descesses!”

O Pregador, que como último do Antigo Testamento faz o balanço dessa dispensação, ah, sim, ele ainda diz: “goza a vida com a mulher que amas”; mas ele acrescenta imediatamente: “todos os dias da tua vida fugaz”. O casamento também, esse belo dom da aliança, mostrou-se, por fim, vaidade, vaidade de vaidades. E quando ele exorta a gozar, ele sabe, portanto, que esta alegria não se torna plena, mas é quebrada pela vaidade; e então, também com respeito ao casamento, por causa dessa vaidade, cresceu nele o anseio do advento pelo Cristo, que deve livrar o casamento também da vaidade, e vem preencher o gozo do abraço. No Pregador, finalmente, também o casamento do Antigo Testamento clama pelo Cristo.

E se perguntarmos: qual foi então o amargor em seu casamento, o que os impediu de chegar à plena alegria? Então a resposta deve ser: a pobreza deles é Moisés.

O monte Sinai é sua glória, afinal “Deus deu a Jacó Suas leis; assim Ele não quis tratar com nenhum povo”. O Sinai é sua glória por causa da eleição; eles receberam a lei e os outros não. Mas essa montanha é também sua grande desgraça: receberam uma lei que não podem cumprir; o bem se torna sua morte. A lei do sétimo mandamento não quebra neles o poder da impureza: pelo contrário, esse pecado se torna agora, pelo mandamento, excessivamente pecaminoso. Lá no Sinai, eles recebem sim a lei para o casamento, mas não a graça e a verdade; estas lhes são apenas prometidas.

Davi entendeu isso no Salmo 51. Ele pecou contra Bate-Seba. E agora ele vê de repente a tragédia não apenas de seu adultério, mas também de todo casamento normal em Israel. Ele não diz apenas: “eu me aproximei dela em iniquidade”, mas: “eu nasci em iniquidade, e em pecado me concebeu minha mãe”.

Também o casamento normal é totalmente impuro. A lei lhe ensinou isso. Pois toda a vida sexual está imprensada entre leis para a purificação, e cada nascimento impede novamente o acesso ao templo de Deus. Cada abraço torna necessário o sacrifício. Ninguém escapa disso, e ninguém sai disso. Se ao menos houvesse uma possibilidade de quebrar esse ciclo mortal! Mas a lei não a oferece. E todo israelita diz: “Quem tirará o puro do impuro?”3 Ou seja: nós não quebramos o círculo fatídico.

Pois um casamento impuro significa um nascimento impuro; e um nascimento impuro agora significa, por sua vez, um casamento impuro mais tarde. Por isso todas essas leis de purificação não mudam absolutamente nada. Ninguém tem a chance de mudar o curso e fazer um novo começo. A lei de fato expõe a miséria; eles entendem muito bem que estão presos em pecados; mas a porta da prisão não se abre para eles.

E agora vós vedes por que Deus só em Belém torna o casamento possível. Naquela época havia também um casal de jovens, José e Maria, prometidos em casamento, pois eles criam naquele Deus que faz todas as coisas formosas a Seu tempo. Mas quando pensaram que para eles havia chegado o tempo de abraçar, então seu Deus os manteve longe do abraço. Ele impediu a hora formosa, e lhes impôs as dores disso, para que doravante o caminho do casamento pudesse ser verdadeiramente formoso e sem vaidade.

Era o Verbo eterno, que no princípio Ele mesmo havia ordenado que aqueles dois fossem um; o Verbo que havia dito que o homem deixaria pai e mãe para se unir à sua mulher; o Verbo, que por trás de cada novo nascimento havia colocado o ato conjugal. Mas hoje Ele impede o homem de se unir à sua mulher; Ele, o mesmo que havia unido homem e mulher no princípio, Ele os separa e impede que esses dois sejam uma só carne.

E Ele faz isso somente para Ele mesmo se fazer carne agora. Ele impede José de tomar Maria para si, Ele impede Maria de ir para seu marido, pois Ele a reclama para si, para formar a si mesmo sua própria carne a partir dela. Ele, que uma vez fez o caminho para o nascimento passar pelo casamento, Ele agora abre um novo caminho; pois Ele vem ao seu nascimento, mas contornando o casamento.

E agora o círculo fatal está quebrado; Ele entra em nossa natureza, mas não pelo caminho do casamento impuro, e sim pelos caminhos de sua própria criação, e Ele diz a si mesmo: “santos são, ó Deus, os Teus caminhos. Ninguém conteste a Tua soberania!” E a Maria Ele manda dizer: “o ente santo que há de nascer será chamado Filho de Deus”.4 Pois o santo pode agora nascer, agora que o Filho de Deus passa ao largo do casamento e vem por seus próprios caminhos. “Quem, quem é um Deus como Ele, grande em poder e domínio?”

O Verbo se fez carne, nascido da virgem Maria, mas não pela virgem Maria. Ela não tem nada a dar, ela pode apenas receber; e quem dá é Deus, o Espírito Santo. E por isso a igreja confessa que Ele, este homem Jesus, feito carne dessa maneira, com Sua inocência e perfeita santidade, cobre diante da face de Deus o meu pecado, no qual fui concebido e nasci.

Ele quebrou o círculo vicioso; por trás do seu nascimento não está o casamento, mas por isso Ele pode agora colocar o Seu nascimento por trás de todo casamento no futuro. Agora a graça e a verdade vieram a ser, pois o meu pecado está coberto diante da face de Deus. E quando as pessoas agora se casam, elas o fazem, lavadas e purificadas Nele; elas louvam agora o tempo do abraço mais do que o Pregador jamais pôde fazer; pois quando estiverem mais tarde junto ao berço, poderão confessar que esta criança é pura e santificada em Cristo. O nascimento de Cristo tornou possível o casamento delas, e elevou a alegria dele para fora da vaidade.

E assim, amados, o Natal está por trás de todo casamento agora. Pois o que era impossível à lei — salvar o casamento —, isso Deus fez, enviando seu Filho em semelhança da carne pecaminosa. Agora os jovens podem no Natal e em qualquer outra data enviar seus convites no brilho da alegria de sua jovem felicidade, porque sabem que o fim da lei, o fim também do sétimo mandamento, é Cristo, para justiça de todo aquele que crê. Agora eles podem fazer o caminho até o cartório e até a igreja, pois confessam Jesus Cristo, nascido da virgem Maria. Agora podem agradecer a Deus junto ao berço, pois sabem que este começo de vida não é vão no Senhor.

Agora os jovens, que estão presos nos desejos ardentes de sua carne, de modo que não ousam encarar a Deus, e não ousam pensar em uma moça, agora podem se consolar por causa de Belém. Deus não vem do Sinai, mas de Belém para eles, e diz consoladoramente: “Porque o pecado não terá domínio sobre vós; pois não estais debaixo da lei, e sim da graça”. E porque foi Natal, e a graça foi posta como fundamento sob cada noivado, agora, é claro, ninguém na igreja ousa mais dizer: “no amor, eu não tenho nada a ver com Cristo”. Pois é Cristo quem torna o abraço possível.

2. A Glória do Casamento

E é Cristo também quem concede ao casamento a sua glória. O Pregador, que não tinha visto o Cristo, por isso, também não conseguia, na verdade, reter a glória do casamento. Ele diz, sim: “goza a vida com a mulher que amas”, mas mal o disse, e a alegria é novamente velada: “todos os dias da tua vida fugaz”.

Também esta alegria é, no fim, vaidade. O Pregador descobriu neste mundo apenas um ponto fixo; e há apenas um lugar que conseguiu se colocar fora da vaidade, e esse é o templo.5 Pois no templo se revela a glória de Deus. Mas o templo é apenas um lugarzinho tão pequeno do país, e todos os outros lugares estão sujeitos à vaidade. O templo não; mas todo o resto é vão: a sala de estar, o quarto de dormir, o cercadinho. E o Pregador pensa: “Ah, se ao menos eles pudessem estar no templo, cobertos pela glória de Deus”.

Mas isso agora é impossível. Pois a mulher que tinha um bebê era imediatamente excluída do templo por muitas semanas. E isso deixou o poeta do Salmo 84 com inveja dos pardais e andorinhas: “O pardal encontrou casa, e a andorinha, ninho para si, onde acolha os seus filhotes; eu, os teus altares, SENHOR dos Exércitos”. Esse é o seu desejo mais profundo: poder construir a morada e também colocar o berço junto aos altares de Deus. Perto da glória de Deus, não, debaixo dela.

Mas tornou-se Natal; o Verbo se fez carne, e vimos a Sua glória. Ele trouxe a glória de Deus para dentro da nossa carne, e todos eles são agora transformados de glória em glória, como pelo Espírito do Senhor. Pelo Espírito não é apenas um único lugar santificado, mas toda a nossa carne, toda a nossa existência é glorificada. Não sabeis vós que agora nosso corpo e nossa alma são templos do Espírito Santo?

Agora o desejo do Pregador está cumprido: ele diz: “apenas o templo não conhece a vaidade”. Mas Paulo diz: “corpo e alma se tornaram templo”.6 Agora o casamento foi retirado da vaidade, pois a glória do templo de Deus acampou sobre ele. Agora a saudade do Salmo 84 foi acalmada: o desejo de poder construir o ninho junto ao altar. Pois o berço agora se tornou ele mesmo um altar.

Quando eles, com alma e corpo, se dispõem ao casamento, eles entram no templo. Se o berço é trazido, é porque um novo templo está sendo construído. Se o casamento permanece sem filhos, eles não perdem seu destino; pois também a sala de estar é um altar, e sobre a cozinha está escrito: “Santidade ao SENHOR”.7 E se não se chega a um casamento, também a farmácia é um altar, e o ateliê, e a sala de aula, e a chama do fogo do sacrifício de modo algum arde mais baixo por causa disso. Pois no seu templo tudo diz: “Glória!”8

É o tempo de abraçar? O incenso queima para Ele. Mas se vêm os dias em que se está longe de abraçar, “em seus dias cinzentos sua alegria permanece certa. Eles serão viçosos e verdes, para anunciar que o Senhor é reto”.9 Pois o Verbo se fez carne, e nós vimos a sua glória.

O dia do nascimento é formoso, e ninguém pode dizer que agora não é tempo de ter filhos; bem-aventurado o homem que constrói sua casa e coloca o berço junto ao Teu altar, ó Senhor. E quando a hora da morte vier, Ele vivificará nossos corpos mortais por seu Espírito que em nós habita. Portanto, meus amados, sede firmes, inabaláveis, sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que também o vosso trabalho matrimonial não é vão no Senhor.

3. A Gratidão do Casamento

E por isso Deus em Belém estabeleceu o fundamento também da nossa gratidão matrimonial. Pois nos nasceu o Salvador, o Salvador do casamento também.

Gratidão. Agora não vou nomear um catálogo de pecados, nem dar um detalhamento de tudo o que pode atrair o homem a isso. Pois eu vi Deus vir do Sinai para Belém; eu vi meu Legislador e Juiz como o Pai, cheio de graça e sabedoria e verdade.

E o pecado propriamente dito contra o sétimo mandamento não é, portanto, em última análise, uma obscenidade, não um casamento forçado, não uma ida ao cinema, embora tudo isso seja, naturalmente, errado; mas o pecado propriamente dito contra o sétimo mandamento é a incredulidade. O grande pecado é que em 25 de dezembro cantamos “Glória a Deus”, mas passamos ao largo de Belém quando os convites de casamento são impressos.

O pensamento, também dos membros da igreja, deve ser radicalmente mudado. O sétimo mandamento, para a maioria, significa: a vida da boate, um casamento forçado; coisas que te tornam desonrado diante dos homens. E eles não veem mais que peca contra este mandamento não quem viola a honra humana, mas quem ignora a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.

Por que se chega à devassidão, à dissolução da vida, ao adulterar as fontes da vida? Não é porque não soubemos manter a medida, e não sabíamos mais o limite; não é porque não temos mais senso de decência; mas é porque não temos mais fé, porque não vemos mais o templo de Deus.

Pode ser que alguém nesta área tenha muitos tropeços; mas quem, apesar disso, se sabe seguro em Cristo Jesus, esse cumpriu a lei; e não o homem que se domina e se casa “corretamente” com uma incrédula. Do primeiro, sussurrou-se que “eles” tiveram que casar; do outro, disseram que foi um casamento elegante e um belo casal; mas Deus julga de outra forma.

Que jovens se casem sem ter seu Senhor e Salvador, isso é grave; que a bênção matrimonial seja solicitada por membros batizados! Que outros se casem com alguém de outra igreja, enquanto não dão a mínima para a questão da igreja — isso abala os fundamentos da vida. Isso é pior do que eles terem se perdido por um momento. Pois não é a igreja o templo do Espírito Santo? E como no mundo pode alguém guardar o sétimo mandamento e ignorar levianamente a questão do templo?

O que pode atrair o homem a isso? Cinema? Leitura ruim? Amigos errados? Ah, sim, tudo isso é verdade. Mas temos finalmente que começar mais perto de casa: má catequese, falta de consciência eclesiástica, incredulidade!

Pois o fim da lei é também no sétimo mandamento: Cristo! Por isso é justo todo aquele que crê! E quem crê na encarnação do Verbo, esse sim consegue lidar com suas paixões. Com tropeços, em luta difícil, depois de muita oração; mas ele chega lá, pois o Verbo o leva lá, o Verbo cheio de graça e de verdade! Pois em seu coração arde o Salmo 84, tal como De Mérode o parafraseou:10

“Ó Senhor, junto aos Teus altares de holocausto, sobre os quais a chama do sacrifício treme, é que minha alma adorando vive e alegremente pode experimentar Tua salvação.”

Amém.

Domingo, 27 de dezembro de 1942.


Informações sobre a Tradução: A presente publicação consiste em uma tradução livre integral.

HOLWERDA, B. De dingen die ons van God geschonken zijn [As coisas que nos são dadas por Deus]: Catechismuspredicatiën [Pregações Catequéticas]. 1953.

O conteúdo e as interpretações expressas neste material são de responsabilidade exclusiva do(s) autor(es) e não refletem, necessariamente, a visão ou o posicionamento editorial da Editora Via Continental.

Nota Editorial (para Publicação Web): Para esta publicação online, alguns títulos de seção (tópicos) e as imagens foram inseridos pelo editor com o objetivo de otimizar a leitura e a experiência visual do usuário. O texto bíblico utilizado é da Bíblia Almeida Revista e Atualizada (ARA).

Notas:


  1. No original, stadhuis (“prefeitura”), local onde se realiza o casamento civil na Holanda. [N. do E.] ↩︎
  2. Eclesiastes 9.9. [N. do E.] ↩︎
  3. Jó 14.4. [N. do E.] ↩︎
  4. Lucas 1.35. [N. do E.] ↩︎
  5. O autor do sermão (Holwerda) não está a citar literalmente o livro de Eclesiastes (o Pregador). Esta é uma inferência teológica de Holwerda: enquanto Eclesiastes declara “vaidade” a vida “debaixo do sol”, Holwerda argumenta que, na antiga aliança, o Templo era a exceção a essa regra, pois era o lugar onde a glória de Deus — que não é vã — habitava visivelmente na terra. [N. do E.] ↩︎
  6. Cf. 1 Coríntios 6.19. [N. do E.] ↩︎
  7. Cf. Êxodo 28.36; Zacarias 14.20. [N. do E.] ↩︎
  8. Salmo 29.9. [N. do E.] ↩︎
  9. Cf. Salmo 92.14-15. [N. do E.] ↩︎
  10. Willem de Mérode (1887-1939) foi o pseudônimo de Willem Eduard Keuning, um renomado poeta holandês. Ele não era um teólogo ou um tradutor oficial de salmos, mas sim um poeta lírico de grande sensibilidade, que frequentemente usava temas bíblicos e religiosos em sua obra. No contexto deste sermão (pregador B. Holwerda, década de 1940), De Mérode era muito conhecido e apreciado nos círculos reformados holandeses por suas parafrases (releituras poéticas) dos Salmos, publicadas postumamente. ↩︎

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