Um cântico de consolo para tempos de crise1
Nestes dias, ao folhear escritos relacionados à história da nossa Formação, meus olhos recaíram, entre outras coisas, sobre um “Hino de Júbilo por ocasião da abertura da Escola Teológica, proferido no dia da inauguração, 6 de dezembro de 1854.” Comoveu-me este cântico, assim como os outros hinos, nos quais a alegria pelo nascimento desta Escola de Formação para o serviço da Palavra, naquele dia histórico de 6 de dezembro, se expressava efusivamente com ações de graças e rogos por bênçãos.
Os poetas, que então, com sua lira, alegraram o coração dos Professores, dos “pupilos” e de toda a Igreja Cristã Reformada, eram, se não me engano, estudantes. — Esta Escola, creio saber, também depois nunca esteve completamente desprovida de dons poéticos e cânticos. — O que me impressionou particularmente naquele “Hino de Júbilo”, não tanto pela forma poética, mas pela doçura do conteúdo e do propósito, foi a última estrofe, na qual o cântico de alegria sobre o presente também se torna um cântico de consolo para possíveis dias de dificuldade e perigo2.
“Soltai, pois” — assim se rejubila e encoraja este coração grato:
“Soltai, pois, um som das cordas de prata,
Ressoa alegre, ó harpa! pois o favor de Deus nos contempla;
Deus nunca abandona a obra de Suas mãos,
Ele quer unir Sua bênção ao nosso trabalho,
A Ele seja nosso esforço fielmente confiado!
Ainda que desastres ameacem — ainda que perigos surjam
A palavra poderosa do Céu faz a névoa novamente clarear!
Ainda que as tempestades rujam — ainda que as ondas se agitem
Deus, por Sua força, também guardará nosso barquinho…
… A Teu cuidado está entregue… Ó Protetor, preserva!”