Mateus 12.10:
“Achava-se ali um homem que tinha uma das mãos ressequida.”
O benefício que o Senhor Jesus concedeu ao homem com a mão ressequida nós só podemos estimar em seu devido valor quando sabemos com que propósito Deus deu as mãos ao homem, a saber, para que ele fosse um trabalhador, isto é, para que fosse rei.
No (apócrifo) “Evangelho segundo os Hebreus” há uma interpolação que nos ensina que o infeliz sentiu a falta de sua mão como um destronamento. A mão ressequida o impedia de viver conforme seu propósito como trabalhador.1 Segundo esse Evangelho, o homem disse a Jesus: “Eu era pedreiro e ganhava a vida com minhas mãos; peço-Te, Jesus, que me devolvas a saúde; caso contrário, terei de mendigar meu pão vergonhosamente.”2
Não temos prova de que este relato seja historicamente exato, mas seu sentido é verdadeiro. A necessidade da mão é a necessidade do trabalhador, e o benefício da cura é a restauração à realeza.
Temos consciência suficientemente clara de que Jesus veio também para preservar o homem como ser social? Somos gratos o suficiente pelo dom das mãos e conhecemos a tensão da pergunta: sou fiel com minhas mãos? Tanto o sentimento de gratidão quanto o de necessidade nos levam a Jesus.
Houve um momento no sofrimento de Jesus em que Ele não tinha poder sobre suas mãos. As mãos de Jesus estavam pregadas na cruz. Jesus, o impotente! Para que a Sua força se aperfeiçoe na sua fraqueza?
Informações sobre a Tradução: A presente publicação consiste em uma tradução livre integral de “De machteloze hand”. O texto aqui apresentado recebeu o título em português “A mão impotente”.
WIELENGA, Bastiaan. Verborgen Schatten [Tesouros escondidos]. Kampen: J. H. Kok N.V., [1933].
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